

MorreuO meu coração chora, Chora pela minha morte... Chora como nunca outrora, Teme pela minha triste sorte.Morreu
Mas está contente, Contente pela minha sina que, Como se fosse uma dádiva divina, Que me devolve a alma ao presente...
Diz-me para seguir o meu caminho, Tornar o passado distante, Apagar a minha mente...
Abraça-me, dá-me carinho, Mostra-me um sorriso brilhante, O problema não é o futuro, é o presente...


Sinto...Sinto uma raiva interior... Uma raiva que me consome, Que mata a minha fome, Que não me deixa sentir...Sinto...
Sinto ódio... Um ódio que reclama, Diz que me ama, Diz-me para partir...
Vagueia à minha volta... Olho-o nos olhos... Percebo, fico com medo...
É nevoeiro cerrado, E eu apavorado, Fugo deste enredo...


OdioNas minhas costas teçem tramas, Teias, tramoias e enredos, Nas minhas costas compram armas, Preparam-se... lutam no medo...Odio
Nas minhas costas segredam, Planeiam, elaboram esquemas, Onde almas degredam, Usando enigmas e estratagemas...
Mas eu continuo-o passivo, Contra ataques defensivos, Que me querem no activo,
Que se consideram altivos, Traçando caminhos relativos Que oprimem a razão...


SonhosSonhos invadem minha mente... Prefuram a verdade, Confundem o presente, Tornam fria a realidade...Sonhos
Mostram-me os indigentes, Os espíritos da maldade, Almas sem dignidade Que vivem de mentiras...
Destruidores de harmonia, Apaziguadores do mal Com máscaras de prazer...
Distribuidores de anarquia, Monstros com ar jovial Que me roubam o saber...
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